Bombeiros combatem mais de 350 fogos por dia

Desde sábado que mais de 1400 incêndios, numa média diária superior a 350 fogos, têm deixado o país em brasa e os bombeiros sem descanso.

O Governo destaca, no entanto, que a área ardida até agora é inferior, em 80% , em relação ao ano passado.

Todas as atenções e esperanças estão voltadas para a meteorologia. É esperada uma ligeira diminuição das temperaturas, mas algumas regiões do país poderão continuar a registar máximas pouco vulgares, com elevado risco de incêndio. Como foi revelado no Governo Civil de Viana do Castelo, ontem, por exemplo, em Arcos de Valdevez previa-se uma temperatura máxima de 38 ou 39 graus.

Hoje, o Instituto de Meteorologia continua a considerar que cerca de metade do país apresenta risco máximo de incêndio, embora a Protecção Civil mantenha o território sob aviso amarelo.

Desde sábado que as corporações não têm tido descanso. O responsável pelo Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, Costeira Antunes, revelou que houve picos de 50 a 60 ocorrências diárias, “o que se estava a tornar insuportável”. “Por vezes, ficamos sufocados com tantos pedidos. A situação poderia ter entrado em colapso”, sublinhou Costeira Antunes ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que, ontem, se deslocou aos governos civis de Braga, Viana do Castelo e Aveiro.

Ao início da tarde, as notícias no distrito de Viana do Castelo eram boas, com todos os incêndios controlados, apesar do fumo que dominava a paisagem. Mas Costeira Antunes “temia” que o calor da tarde provocasse muitos reacendimentos e que a noite trouxesse mais fogos.

Meios aéreos

Em Braga, Rui Pereira ouviu Hercílio Campos, comandante do CDOS, queixar-se do elevado número de freguesias (318) onde se registaram incêndios. O desafio passa por “baixar o nível de ignições, ou seja, apostar na prevenção”. Por outro lado, o governador civil, Fernando Moniz, revelou que irá ser elaborado um protocolo com as populações do Parque Nacional da Peneda-Gerês para criar planos de evacuação em caso de incêndio.

Rui Pereira explicou que o dispositivo no terreno engloba 60 meios aéreos, incluindo quatro aviões pesados, oriundos de Espanha, país com o qual Portugal tem um acordo de ajuda transfronteiriça, e da Itália, através do Centro de Monitorização e Informação da União Europeia. “Mas é preciso notar que mais de 90% dos fogos têm origem humana”, apesar de a sua maioria ter sido provocada por negligência.

Fonte: JN

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