Altas temperaturas fazem disparar número de incêndios

As altas temperaturas – acima dos 40 graus em várias zonas do país – fizeram com que se registasse ontem o recorde de incêndios florestais… deste ano em Portugal: até às 18.30 horas, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tinha registado 123 ocorrências.

Os números finais só hoje serão divulgados, mas os 123 fogos florestais contabilizados àquela hora pela ANPC superam já o máximo diário de fogos registado desde o início do ano em Portugal: 118 fogos no domingo, dia em que o país começou a ser afectado por uma massa de ar quente e seco, vinda do Norte de África e do interior de Espanha, que vai continuar a provocar temperaturas da ordem dos 40 graus pelo menos até amanhã.

Ontem, a temperatura máxima registada na rede de estações do Instituto de Meteorologia (IM) foi de 43 graus em Coruche, às 15.30 horas, seguida de 42,5 em Alcácer do Sal, às 15.10 horas, e de 41,9 em Alvega (Abrantes) e na Amareleja (Moura), conhecida como a terra mais quente de Portugal.

Santarém, para onde o IM tinha previsto a temperatura mais alta do país (42 graus), ficou a apenas seis décimas da máxima prevista: 41,4 graus às 14,10 horas. Às 19 horas, os termómetros ainda marcavam 37,2 graus em Évora, 36,3 em Beja, 34,3 em Santarém, 32,8 em Lisboa e 32,7 em Vila Real.

As altas temperaturas terão estado na origem de muitos dos fogos que deflagraram ontem um pouco por todo o país e que mobilizaram centenas de bombeiros e vários meios aéreos. Às 17.30 horas, a página oficial da ANPC dava conta de lavrarem quatro fogos no país: em Évora, Seixal, Ponte de Lima e Miranda do Corvo, sendo este o que mobilizava mais meios: 125 combatentes, apoiados por 26 viaturas e três meios aéreos.

O fogo começou por volta das 15.50 horas, numa zona de eucaliptal, e foi dado como dominado perto das 17.30 horas. Às 20.30 horas, havia ainda dois fogos activos, um em Rebordelo (Santa Maria da Feira) e outro em Arcos de Valdevez.

As temperaturas altas – que se vão manter hoje, com previsões de 40 graus em Santarém, 39 em Castelo Branco, 38 em Beja, Évora e Braga e 37 em Coimbra e Portalegre – provocaram também uma corrida às praias. Os médicos apelam, contudo, a que se evite a exposição solar nas horas de maior calor e que se bebam muitos líquidos, para evitar a desidratação, sobretudo de idosos.

O director clínico do hospital de Santarém, José Marouço, disse ao JN que nos últimos dias já foram recebidos na Urgência alguns idosos com sinais de desidratação e jovens com queimaduras solares. O director apela, por isso, à atenção redobrada dos idosos, sobretudo os dependentes, e a seguir os conselhos da Direcção Geral de Saúde (DGS) para evitar a desidratação.

A DGS recomenda que se aumente a ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede. Devem-se evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevado teor de açúcar e ter especial atenção aos recém-nascidos, crianças e pessoas idosas e doentes que podem não sentir ou não manifestar sede.

Fonte: JN

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