Assinaturas para mandar calar a sirene dos bombeiros

São minutos insuportáveis, parecem horas”, queixa-se uma mulher, mãe de duas crianças, residente num bloco de apartamentos junto aos bombeiros das Taipas, em Guimarães. Sempre que tem uma emergência, a corporação usa a sirene, para desespero dos vizinhos.

Na vila das Taipas, em Guimarães, decorre mesmo um abaixo-assinado, com dezenas de assinaturas, para pedir aos bombeiros locais o uso de outra forma de comunicação que não a sirene.

“Há dias em que a sirene não toca mas há outros em que é impossível trabalhar ou estar em casa com o barulho”, revelou a mesma fonte.

O quartel dos bombeiros está, lado a lado, com o posto da GNR onde trabalham 25 agentes e onde, alguns, dormem durante o período de descanso. Também perto do quartel, localiza-se a escola secundária onde as aulas são ‘interrompidas’ quando toca a sirene.

“Há outras formas de chamar os bombeiros sem ser com a sirene”, referiu um elemento da GNR local que pediu anonimato. “A sirene só toca quando é preciso”, responde Hermenegildo Abreu, comandante da corporação há um ano.

“Agora a sirene até toca pouco porque, como estão sem emprego, temos sempre muitos voluntários no quartel disponíveis para sair para uma emergência”, referiu o comandante.

Em situações em que não há homens suficientes no quartel, a sirene toca durante dois minutos e meio para informar os bombeiros de que devem apresentar-se ao serviço. Existe ainda uma sirene mais pequena e menos prolongada para chamar os motoristas.

Na vila das Taipas residem cerca de dez mil pessoas. O quartel foi construído em 1985 e, nos terrenos à volta, foram posteriormente construídas centenas de habitações. “Os bombeiros já estavam naquele local.

Quem comprou casa nas imediações sabe o que comprou e onde comprou”, disse Constantino Veiga, o presidente da Junta de Freguesia das Caldas das Taipas.

“O problema das Taipas é que tem crescido sem o necessário planeamento feito pela Câmara Municipal de Guimarães”, referiu ainda o autarca.

Rodeado de casas e de serviços como a escola, a GNR, o mercado e o centro de saúde, a solução apresentada pela junta local é a mudança do quartel para um terreno fora da vila. “Já pedimos à Câmara de Guimarães para construir outro edifício fora do centro urbano, junto à nova variante, perto do parque tecnológico das Taipas”, referiu Constantino Veiga.

Com 139 voluntários e cinco profissionais, o responsável pela corporação não vê outra forma de chamar os homens e mulheres que, gratuitamente, trabalham nos bombeiros sem ser através da sirene. “Já fizemos a experiência de chamar os voluntários por SMS mas nem metade apareceu ao quartel”, finalizou o comandante.

Fonte: JN

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